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terça-feira, 10 de julho de 2012

quantos gestos?

macaco bate palma dragonball aquilo de que somos feitos dedo em riste modelo-manequim pisando na lua batman e robin esse samba que é misto de maracatu samba de preto velho samba de pretutu all that jazz quem são eles, soldado? carlitos beijo na boca oh lord won’t you buy me a mercedes benz se entrega corisco godzilla dançando valsa no colo do pai branca de neve oh yeah ai que preguiça duchamp oba! as panteras os panteras negras merci e bagouet street fighter os 7 samurais josephine baker oscarito abrir as pernas west side story e da montanha ouviu-se um grito blade runner a casa é o corpo vai tomar no cu cansada põe a mão na testa trisha brown geni guerra nas estrelas alegria alegria beat it de castigo com a cabeça baixa hair punho cerrado valha-me deus nossa senhora guernica bob fosse a um passo da eternidade elvis buscapé ciríaco life is a cabaret kung fu rebolabola jean-luc godard i love to love you baby cid charisse we want you merce cunningham axé escondendo o rosto com as mãos quem não se comunica se trumbica singing in the rain bang bang maysa no to the heroic no to the anti-heroic sexual healing pollock vira vira vira homem vira vira jerry lewis 2001 ring my bell amarcord freak le bumbum excalibur casablanca mary a feiticeira dalí cruzar os braços marylin paz e amor gogo boy alegria é a prova dos nove o sétimo selo dancing queen o povo unido jamais será vencido maracatu atômico tapinha nas costas serial killer queimar o soutien kill bill melodrama je t’aime moi non plus supercalifragilisticexpialidocious tocar fogo ao corpo querelle madonna she’s a maniac aperto de mão tom & jerry bruce lee i have a dream cazuza simone de beauvoir greve de fome rizoma super-homem john lennon rebelde sem causa bertold brecht satisfaction carla perez the show must go on o anjo azul maiakovski somewhere over the rainbow i’ve got to be a macho man scarlett o’hara i’ve got you under my skin venha para o mundo de malboro marta graham che hiroshima mon amour pelé heil! laban live long and prosper passear de mãos dadas on the road tico-tico no fubá she-ha my name is bond joão saldanha meu nome é gal rolando no chão wim embalos de sábado à noite nijinsky eu sei que eu sou bonita e gostosa queda e suspensão purple rain chupa-chupa magal psicose matinê arrastão forsythe bolero de ravel leila diniz ataque de pânico laranja mecânica doe a deer a female deer pin-ups sorrir rosas vogue só as cachorras as preparadas as popozudas o baile todo hang loose kate marrone mascar chicletes release it nunca houve mulher como gilda vietnã aurora king kong uma tigresa de unhas negras isadora cuspir no chão come on baby light my fire pina minha pele é de carnaval jules e jim meu coração é igual


sexta-feira, 6 de julho de 2012

os gestos visíveis e os vistos

Anotações durante o último espetáculo (15/07), por Pedro Ribeiro


Uma casinha de bonecas e fadas.

Observados e observadores.

Um galã, um garanhão, -, -, -, e uma boneca.

Boneca dança, cabocla vem.



Japonês encurralado, crianças

felizes, correndo e pulando.

Uma sala de estar,

melodrama semi-erótico.

Rapaz dançando com música

e vai e vem.

La femme fatal

E um "I got the power",

embora também descrito por um "This is a mans world".

Uma casa de praia,

sexy doll deitada, japonês contemplativo,

maluco fumando, e chico chocando.

Um julgamento

e uma harmonia que dissolve o peso...

Um casal velho demais para eu saber o nome.

Uma baía

e uma baiana.

I´ve got a feeling

que o peito vai sair





quinta-feira, 28 de junho de 2012

a vertigem das listas 2


O livro  do peso ou O livro da gravidade
O LIVRO DA MATÉRIA
O livro do tempo
O livro do espaço
O livro dos conceitos
O livro dos territórios
o livro da comunidade
O LIVRO DO OUTRO
o livro dos afetos



GESTOS COTIDIANOS
gestos que acompanham o pensamento
gestos ICÔNICOS
gestos simbólicos
GESTOS EXEMPLARES
GESTOS DEPLORÁVEIS
GESTOS EXTREMOS
GESTOS REVELADORES
GESTOS INAUGURAIS
gestos de provocação
gestos de agressão
GESTOS DE RESISTÊNCIA
gestos de celebração
GESTOS DE TRANSE
gesto de protesto
gestos de paz
gestos de sedução
GESTOS PROIBIDOS
Gestos infantis
Gestos da minha família
GESTOS DE VERGONHA
GESTOS QUE AMEDRONTAM
GESTOS ACOLHEDORES
GESTOS SEXUAIS
GESTOS DE ALEGRIA
GESTOS DE AMOR
GESTOS EXIBICIONISTAS
GESTOS QUE EU NÃO MOSTRo PRA NINGUÉM
gestos que eu gostaria de ter feito 
 
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a vertigem das listas


Uma cultura prefere formas fechadas e estáveis quando está certa de sua própria identidade, da mesma forma que quando se depara com uma acumulação confusa de fenômenos mal definidos, começa a fazer listas intermináveis. Há listas por excesso coerente que ainda reúnem entidades que tem algum tipo de parentesco, e há as listas que são uma reunião de coisas voluntariamente desprovidas de relações recíprocas, tanto que nesses casos costuma-se falar em ‘enumeração caótica’. O exemplo máximo de lista incongruente é o elenco dos animais da enciclopédia chinesa Empório celestial de conhecimentos benévolos, inventada por Borges, segundo a qual os animais se dividiriam em: “(a) pertencentes ao imperador; (b) embalsamados;(c) domesticados; (d) leitões; (e) sereias; (f) fabulosos; (g) cachorros soltos; (h) incluídos na presente classificação; (i) que se agitam como loucos; (j) inumeráveis; (k) desenhados com pincel finíssimo de pelo de camelo; (l) etcétera; (m) que acabam de quebrar o jarrão; (n) que de longe parecem moscas". A lista se transforma num modo de remisturar o mundo, quase colocando em prática aquele convite de Tesauro a acumular propriedades pra fazer brotar novas relações entre coisas distantes ou, em qualquer caso, para colocar um talvez sobre aquelas já aceitas pelo senso comum.
Umberto Eco,  em A vertigem das listas
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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Corpo- DOC : o gesto em questão

Corpo- DOC : o gesto em questão, dentro da ocupação Dança pra Cacilda. 
Entre as atividades, com a curadoria de Dani Lima, a mostra de uma série de entrevistas gravadas com profissionais de varias áreas sobre as idéias de gesto dentro de suas práticas; discussões e palestras.
A cada encontro uma discussão específica envolvendo o gesto e suas interpretações.Nesta quarta feira, dia 13 de Junho o tema é: gesto e filosofia
Participação dos filósofos Luiza Buarque ( sobre o texto “Notas sobre o gesto”, de Giorgio Agamben) e Charles Feitosa (sobre o livro “Les gestes”, de Villem-Flusser)
mediação : Dani Lima

CHARLES FEITOSA é Professor Associado de Filosofia da UNIRIO (DFCS/CCH), Doutor em Filosofia pela Universidade Freiburg i.B., Alemanha, autor de Explicando a filosofia com arte (RJ: Ediouro, 2004) e de diversos artigos nas áres de estética, fenomenologia e filosofia da cultura. É coordenador do POP-LAB - Laboratório de Pesquisas em Filosofia e Cultura Pop (http://filosofiapop.ning.com/), co-organizador do Simpósio Internacional de Filosofia: Assim Falou Nietzsche e co-editor das coletâneas homônimas que agrupam os principais textos do evento.

LUISA BUARQUE é Doutora em Filosofia pela UFRJ, tem Pós-Doutorado pela Sorbonne, é professora da PUC-RJ e atua na área de Filosofia Antiga. Possui também um trabalho extenso na área de Arte e Filosofia, e publicou um ensaio sobre Platão intitulado 'As Armas Cômicas: os interlocutores de Platão no Crátilo'."

DANI LIMA, bailarina e coreógrafa, vive e trabalha no Rio de Janeiro. Formada em Jornalismo pela PUC-RJ (1998), é Mestre em Teatro pela Uni-Rio (2005), publicou o livro “Corpo, política e discurso na dança de Lia Rodrigues” (2007). Desde 2001 faz parte do corpo docente da Faculdade de Dança, UniverCidade/RJ.

Seu trabalho à frente de seu grupo investiga questões de identidade, alteridade, memória e percepção, investindo em experiências transdisciplinares e no desenvolvimento de uma poética do corpo cotidiano.



Vídeo do último encontro com Silvia Soter e Alice Ripoll. www.ciadanilima.com.br

domingo, 13 de maio de 2012

Dança pra Cacilda (Corpo.doc)

Esta quarta-feira, dia 16 de Maio, às 20 hs, no Teatro Cacilda Becker - Abertura do CORPO.DOC : O GESTO EM QUESTÃO, dentro da ocupação Dança pra Cacilda. 

Entre as atividades, com a curadoria de Dani Lima, a mostra de uma série de entrevistas gravadas com profissionais de varias áreas sobre as ideias de gesto dentro de suas práticas; discussões e palestras.

A cada encontro uma discussão específica envolvendo o gesto e suas interpretações.

16 de maio: GESTO e CORPO, com Silvia Soter

O que entendemos por gesto a partir de uma abordagem de educação somática? O que diferencia gesto e movimento, korpse e soma?
Mediação – Dani Lima

Outros encontros:
13 de junho: gesto e psicanálise
11 de julho: gesto e filosofia
25 de julho: gesto e dança
22 de agosto: um gesto brasileiro?

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quinta-feira, 29 de março de 2012

Livro: Metáforas da Vida Cotidiana George Lakoff e Mark Johnson


Metáforas da Vida Cotidiana
George Lakoff e Mark Johnson
Editora: Mercado de Letras
Título original: Metaphors We Live By




A publicação, no mercado editorial brasileiro, de uma obra que sacudiu o mundo acadêmico lá fora e que já garantiu seu lugar como um "clássico" é sempre ocasião de júbilo. Aqueles que se incumbem da tarefa de historiar os rumos das pesquisas sobre o fenômeno da Metáfora desde os primórdios dos tempos, terão forçosamente de referir-se à obra de George Lakoff e Mark Johnson como um importante divisor de águas. Pois o que esses dois estudiosos fizeram foi nada mais nada menos que colocar em cheque todo um modo de pensar sobre a metáfora que a considerava um simples adereço do pensamento - embelezador quando utilizado com cautela, enganador e traiçoeiro quando usado de forma descuidada como se o pensamento propriamente dito pudesse funcionar perfeitamente sem ela. Desafiando a longa tradição, que deita suas raízes nas obras de Aristóteles e mesmo no pensamento do seu mestre, Platão, que faz questão de expulsar os poetas da República dos seus sonhos os autores deste livro sustentam a tese de que, longe de serem fenômenos marginais, as metáforas são de importância vital para o próprio funcionamento da mente humana, uma vez que sem a sua atuação constante, o pensamento em si se tornaria impossível. Ora, as implicações da tese defendida por Lakoff e Johnson vão muito longe, já que dizem respeito não apenas à linguagem, mas, sim, à própria atividade de cognição. Esta, segundo os autores, não se processa de forma desvinculada da linguagem, por um lado, e da nossa maneira de lidar com o mundo, por outro. Para os autores dessa tese bastante original e ousada, as nossas metáforas mais fundamentais são, todas elas, diretamente ligadas às nossas percepções do mundo, a começar pela nossa relação com nosso próprio corpo. Ou seja, a mente e o corpo não são tão independentes como quer a longa tradição metafísica do mundo ocidental, tradição essa consagrada pelo cartesianismo. O começo de toda a atividade cognitiva seria a experiência humana de lidar com o mundo externo.

Philosophy in the Flesh : The Embodied Mind and Its Challenge to Western Thought

What are human beings like? How is knowledge possible? What is truth? Where do moral values come from? Questions like these have stood at the center of Western philosophy for centuries. In addressing them, philosophers have made certain fundamental assumptions—that we can know our own minds by introspection, that most of our thinking about the world is literal, and that reason is disembodied and universal—that are now called into question by well-established results of cognitive science. It has been shown empirically that:Most thought is unconscious. We have no direct conscious access to the mechanisms of thought and language. Our ideas go by too quickly and at too deep a level for us to observe them in any simple way.Abstract concepts are mostly metaphorical. Much of the subject matter of philosopy, such as the nature of time, morality, causation, the mind, and the self, relies heavily on basic metaphors derived from bodily experience. What is literal in our reasoning about such concepts is minimal and conceptually impoverished. All the richness comes from metaphor. For instance, we have two mutually incompatible metaphors for time, both of which represent it as movement through space: in one it is a flow past us and in the other a spatial dimension we move along.Mind is embodied. Thought requires a body—not in the trivial sense that you need a physical brain to think with, but in the profound sense that the very structure of our thoughts comes from the nature of the body. Nearly all of our unconscious metaphors are based on common bodily experiences.Most of the central themes of the Western philosophical tradition are called into question by these findings. The Cartesian person, with a mind wholly separate from the body, does not exist. The Kantian person, capable of moral action according to the dictates of a universal reason, does not exist. The phenomenological person, capable of knowing his or her mind entirely through introspection alone, does not exist. The utilitarian person, the Chomskian person, the poststructuralist person, the computational person, and the person defined by analytic philosopy all do not exist.Then what does?Lakoff and Johnson show that a philosopy responsible to the science of mind offers radically new and detailed understandings of what a person is. After first describing the philosophical stance that must follow from taking cognitive science seriously, they re-examine the basic concepts of the mind, time, causation, morality, and the self: then they rethink a host of philosophical traditions, from the classical Greeks through Kantian morality through modern analytic philosopy. They reveal the metaphorical structure underlying each mode of thought and show how the metaphysics of each theory flows from its metaphors. Finally, they take on two major issues of twentieth-century philosopy: how we conceive rationality, and how we conceive language.Philosopy in the Flesh reveals a radically new understanding of what it means to be human and calls for a thorough rethinking of the Western philosophical tradition. This is philosopy as it has never been seen before.re-examine the basic concepts of the mind, time, causation, morality, and the self: then they rethink a host of philosophical traditions, from the classical Greeks through Kantian morality through modern analytic philosopy. They reveal the metaphorical structure underlying each mode of thought and show how the metaphysics of each theory flows from its metaphors. Finally, they take on two major issues of twentieth-century philosopy: how we conceive rationality, and how we conceive language.Philosopy in the Flesh reveals a radically new understanding of what it means to be human and calls for a thorough rethinking of the Western philosophical tradition. This is philosopy as it has never been seen before.re-examine the basic concepts of the mind, time, causation, morality, and the self: then they rethink a host of philosophical traditions, from the classical Greeks through Kantian morality through modern analytic philosopy. They reveal the metaphorical structure underlying each mode of thought and show how the metaphysics of each theory flows from its metaphors. Finally, they take on two major issues of twentieth-century philosopy: how we conceive rationality, and how we conceive language.Philosopy in the Flesh reveals a radically new understanding of what it means to be human and calls for a thorough rethinking of the Western philosophical tradition. This is philosopy as it has never been seen before. www.ciadanilima.com.br

quarta-feira, 7 de março de 2012

gerundismo

"Aquilo que se deu o nome de gerundismo se dá quando nós não queremos comunicar essa idéia de eventos ou ações simultâneas, mas antes falar de uma ação específica, pontual, em que a duração não é a preocupação dominante. A coisa piora mesmo quando a idéia de continuidade nem deveria existir na frase. "Vou falar" narra algo que vai ocorrer a partir de agora. "Vou estar falando" se refere a um futuro em andamento - "estar" dá idéia de permanência no tempo. Nesses casos, o gerúndio é usado em situações mais adequadas ao uso do infinitivo (aquele que não dá idéia de ação em curso, mas de assertiva). É no mínimo forçado falar de uma ação isolada, que se concluiria num ato, como se fosse contínua. Quando respondemos ao telefone "vou estar passando o recado", forçamos a barra para que o recado, que potencialmente tem tudo para ser dado, não tenha mais prazo de validade." Luiz Costa Pereira Jr

http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=10887 www.ciadanilima.com.br

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

atividades compartilhadas | março e abril 2012


A Cia Dani Lima foi contemplada com o patrocínio da Petrobras através do Programa Petrobras Cultural de Manutenção de Grupos e Companhias de Dança. O patrocínio tem possibilitado o desenvolvimento do trabalho da companhia durante os anos de 2011 e 2012, promovendo a continuidade de suas atividades regulares, a circulação do seu repertório, a realização de intercâmbios multidisciplinares e de atividades de formação  e pesquisa, além da produção e  difusão de uma nova criação. Dando continuidade às atividades compartilhadas de 2012, a Cia Dani Lima segue partilhando gratuitamente, com profissionais do corpo e da cena, seu treinamento regular. As vagas são limitadas e é necessário se inscrever mandando um BREVE currículo para o e-mail danilimaresidencia@gmail.com.
Inscrições abertas para as aulas de Andrea Jabor e Dani Lima até 4 de Fevereiro. Para as aulas de Marcela Levi e Esther Schorr Raphael, só serão aceitas inscrições de pessoas já familiarizadas com seus trabalhos.
Local: Rua Joaquim Silva 56 , 10° andar, Lapa, Espaço Companheiro das Artes

Março e Abril/ quartas e sextas de 9 às 10:30 hs
Andrea Jabor | Arquitetura do Corpo em Movimento
A aula propõe libertar a expressão e o ser dançante de cada um ao investigar como o corpo em movimento reflete nosso estado de espírito, nosso pensamento e nossa forma de estar presente no espaço. O objetivo é entrar em contato consigo (seu corpo, sua percepção interna, sua dança) e com o outro (pelo toque, condução e improvisação), através de exercícios de contato-improvisação, jogos lúdicos e ritmos dançantes, para despertar a expressão espontânea do corpo e encontrar fluência e ritmo na arquitetura do corpo em movimento.
Andrea Jabor  é coreógrafa, bailarina e diretora da cia. Arquitetura do Movimento, que completa 11 anos. A companhia possui um repertório com mais de 10 espetáculos apresentados no Brasil e na Europa. Andrea também trabalha como diretora de movimento e preparadora corporal para  teatro e cinema. Tem Graduação pela "School for New Dance Development", Amsterdam, Pós-graduação em dança pela UniverCidade/RJ e especialização pelo "Laban Centre" de Londres. Recentemente concluiu uma trilogia e pesquisa sobre as matrizes da dança do samba. www.andreajabor.com.br

Março e Abril/ quintas de 9 às 10:30 hs
Dani Lima | Ferramentas para improvisação e composição de movimentos
Experimentações, improvisações, jogos e composições instantâneas buscarão estimular o acesso ao imaginário, o domínio de ferramentas diversas, a diversificação da palheta gestual, a autonomia, a capacidade de escuta e de concentração e a prática coletiva.
Dani Lima é bailarina, coreógrafa e diretora da Cia Dani Lima, com a qual tem produzido diversos espetáculos  e atividades desde 1998, circulando nacional e internacionalmente. Professora do Curso de Dança  da UniverCidade – RJ e mestre em Artes Cênicas pela UNIRIO, publicou o livro “Corpo, política e discurso na dança de Lia Rodrigues”. Colabora com vários artistas e grupos de dança, teatro, circo e artes visuais.
# Março
segundas de 9 às 10:30 hs  |Esther Schorr Raphael  | Feldenkrais
terças de 9 às 10:30 hs | Marcela Levi | Treinamento Grotowsky

# grupo de estudos
O grupo de estudos começou suas atividades em 2 de maio de 2011, com encontros semanais, sob a coordenação de Silvia Soter. O objetivo do grupo é estudar a respeito do gesto, a partir da variedade de compreensões e práticas que encerram este conceito.
Quarta, dia 7 de março de 2012, de 12 às 14 hs – Encontro com a filósofa Luisa Buarque. Discussão sobre o texto “Notas sobre o gesto”, de Gorgio Agamben
Para acompanhar a bibliografia e as discussões do grupo de estudos, assim como as atividades partilhadas e o processo de pesquisa e criação do projeto 100 gestos, acessar a página do grupo de estudos no menu principal.

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terça-feira, 29 de novembro de 2011

gary hill - wall piece

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Empilhamento platônico

"Segundo Platão, o corpo humano consistia em três partes: cabeça, peito e baixo-ventre. A cada uma dessas partes corresponde a determinada característica. A razão pertence à cabeça., a vontade ao peito e o desejo ao baixo-ventre. Cada uma dessas características possui também um ideal ou virtude. A razão deve aspirar à sabedoria, a vontade deve mostrar coragem e os desejos devem ser controlados, a fim de que o homem possa exercitar a temperança. Somente quando as três partes do homem agem como um todo que temos um indivíduo harmónico e integro. Na escola , as crianças primeiramente têm de aprender a controlar seus desejos. depois desenvolver a coragem, por fim, a usar a razão para atingir a sabedoria."


Lembrei do nosso empilhamento, mas também de um certo costume de reprimir tantos impulsos e experiências com o mundo desde de tão cedo, idealizando a existência de um certo ou errado. www.ciadanilima.com.br

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Oficina com André Masseno

Você entra no palco, a plateia está te vendo. E agora?

Thiago
Discutimos muito sobre essa historia de presença, que alias, é muito extensa e subjetiva…precisaria de três meses com André para chegar em algum lugar … mas ele foi muito atencioso com as nossas questões e me deu boa pistas. Pistas que lembraram um pouco a fala do Trajal Harrell(USA) quando ele fala q sabe q não pode retirar-se na cena, mas ele REALMENTE tenta. Um engajamento na ação e não na presença.

Carla
“...sujeito e objeto iam se deslocando, e aí não tentar impor uma relação unilateral, mas deixar ser atravessado e se tornar objeto do material. Uma passividade ativa por assim dizer. Não só ficar na lógica da produção de uma imagem, mas deixar que ela te pegue, te surpreenda, mas sempre fazendo, porque se eu ficar esperando nada acontece.”

Outra coisa foi que o André debateu com a gente foi que os estados de presença estão muito ligados ao compromisso ético com o material. Citar? Comentar? Encarnar? Aproximar-se? Distanciar-se? Visitar? O Cristian Duarte em “The Hot One Hundred Choreographers” tinha um compromisso ético de citar, encarnar não estava em jogo na proposta dele, e isso engajava uma presença diferente se ele fosse "entrar" realmente em cada coreógrafo e talvez engajasse uma presença tão mais demandadora que ele não conseguiria passar pelos 100. Acho que no caso da gente, transitamos pelas propostas, transitamos por essas presenças, até porque tem o material e o intérprete que tem os seus limites (e esse é o nosso gesto) e tem coisa que eu só conseguiria citar por não ter vivido mais a fundo na minha carne porque eu não passei pelo conservatório como a Léo (p.e. Cunningham), digamos assim, ou só encarnar outras que tenho experiência e pra mim é difícil me distanciar (p.e. maracatu) e outras que eu tenho uma afetação comentada pelo material como o rapper.

“...e nos questionou como grupo, se a gente trabalhava mais a partir da PRODUÇÃO ou da SENSAÇÃO do gesto. E se a gente acha que trabalha sobre a PRESENÇA, será que às vezes não pulamos algumas etapas ou simplesmente não damos foco à elas? E se isso nos dificulta quando ficamos com a paranoia da presença? São perguntas que a gente tenta responder para ajudar a si, a você e ao grupo. Um pouco como o Tiago já falou, se a gente se engaja mais na ação e para de pensar um pouco na presença. Eu entendo que as coisas estão misturadas e você sempre fala isso pra a gente.”

Léo
“Deixar o objeto te levar numa historia e não você impor a sua historia. Percebi que é um jogo sutil de ação/reação, pergunta/resposta com a materialidade do próprio objeto. Se você não tiver um mínimo de ação com o objeto, ele não vai te responder ou reagir. Se deixar levar e experimentar sem se preocupar...”
“Mesmo se há um tempão que a gente esta nessa busca, só agora que estou começando a perceber no meu corpo. Pegar o material e leva-lo comigo, testar, confronta-lo, conversar com... Tudo isso revelado com exercícios simples. A gente não estava gesticulando mas fazendo um tarefa bem objetiva!!! me lembrei do seu trabalho com os verbos, uma tarefa só te leva numa florescência de universo... estar atenta e perceber, é um trabalho sutil e delicado!!”

Tony
“Ele trouxe exercícios que apontavam um lugar, primeiro, de gesto/ícone ou gesto/imagem e que depois se abria pra materialidade. Algumas questões pra mim aqui foram: “deixar o gesto/ícone/imagem trazer uma matéria”, “observar qual é o lugar mais iluminado da matéria, e jogar com isso”, “ ser a matéria, ser o gesto da matéria, ser voluntário e involuntário com ela”.
Também percebi que quase sempre a proposta era objetiva e isso despertava um engajamento no corpo, no espaço. E notei que pra cada função o engajamento é/e pode ser diferente.”
Sobre a “presença” confesso que ainda não sei, nos exercícios dessa semana pensei em estar engajado nas tarefas: ser objeto da almofada, manipular o puff branco, ir à frente e fazer um gesto e depois ampliar e diminuir, andar no espaço e parar sem escolher o lugar, mas deixar algum lugar/momento me escolher, fazer uma pequena sequencia de movimentos e modificá-la só pelas diferentes nuances de respiração.
Nessa semana lembrei muito de nossos momentos no Jaguardarte quando parecia que estávamos abrindo os presentes, rsrsrs. Lembrei de um exercício que você propôs de imitar uns aos outros, tinha uma função, um engajamento, tinha alguém brincando com a matéria de outra pessoa.

Gesto/presença/engajamento/objeto/ícone/imagem/relação www.ciadanilima.com.br

- E parecido com o Vitor Mature

Algumas anedotas de Richard Burton tinham Mature como protagonista. Conta a lenda que esse homem de porte altivo e musculoso, descrito pela publicidade dos estúdios como um "belo pedaço", jamais corria qualquer risco que pudesse resultar em dano físico, por menor que fosse. Burton perguntou a Victor se era verdade:
-Pode acreditar- respondeu Mature - penso duas vezes antes de descer ou subir um degrau molhado.
Quando estrelou em "Sansão e Dalila", em 1949, o diretor Cecil B. DeMille pediu a Mature para lutar com um leão:
-De jeito nenhum- respondeu ao diretor
-Mas Victor, é um leão velho- disse DeMille
-De jeito nenhum
-Mas Vic, ele é domesticado, e tão manso que nem machucaria um bebê.
-De jeito nenhum
-Mas Vic, este leão não tem dentes
-E o que quer que você quer, Cecil? Que eu seja mascado até morrer?
(wikipedia) www.ciadanilima.com.br

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Emprestar o gesto/ esculpir no outro

Alguns apontamentos por Chistine Greiner para "100 gestos" no CORPO.DOC_LAB [memória, documento, arquivos e outras coisas que o corpo pode guardar]

Hubert Godard: o gesto começa no pré-movimento. E a formação do bailarino nesse contexto?
Articulação política: perder o gesto gera obsessão.
Analfabetismo corporal: sem autonomia. Com o desejo de pertencer vem a gesticulação.
O gesto comunica uma comunicabilidade.
O olhar da crença vê o que acredita, gera dicotomia: ninguém vive na dicotomia e sim no atravessamento, na mediação.
O repertório está sempre no corpo.
Memória espalhada: a memória está no cérebro, no corpo, e no ambiente.
O cérebro é um cartógrafo: cria mapas.
O saber nem sempre é consciente.
Percepção como ação simulada.
Agambem: ser contemporâneo é estar próximo(criticamente) de seu contexto, não se conformar.
O gesto sobrevivi quando tem sentido, se o sentido muda o gesto muda.

GESTO/CORPO/PERCEPÇÃO/CÉREBRO/AMBIENTE, ATRAVESSAMENTO/DICOTOMIA/GESTICULAÇÃO/MAPAS/MEMÓRIA/OLHAR/CRENÇA/COMUNICABILIDADE www.ciadanilima.com.br