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terça-feira, 10 de julho de 2012

quantos gestos?

macaco bate palma dragonball aquilo de que somos feitos dedo em riste modelo-manequim pisando na lua batman e robin esse samba que é misto de maracatu samba de preto velho samba de pretutu all that jazz quem são eles, soldado? carlitos beijo na boca oh lord won’t you buy me a mercedes benz se entrega corisco godzilla dançando valsa no colo do pai branca de neve oh yeah ai que preguiça duchamp oba! as panteras os panteras negras merci e bagouet street fighter os 7 samurais josephine baker oscarito abrir as pernas west side story e da montanha ouviu-se um grito blade runner a casa é o corpo vai tomar no cu cansada põe a mão na testa trisha brown geni guerra nas estrelas alegria alegria beat it de castigo com a cabeça baixa hair punho cerrado valha-me deus nossa senhora guernica bob fosse a um passo da eternidade elvis buscapé ciríaco life is a cabaret kung fu rebolabola jean-luc godard i love to love you baby cid charisse we want you merce cunningham axé escondendo o rosto com as mãos quem não se comunica se trumbica singing in the rain bang bang maysa no to the heroic no to the anti-heroic sexual healing pollock vira vira vira homem vira vira jerry lewis 2001 ring my bell amarcord freak le bumbum excalibur casablanca mary a feiticeira dalí cruzar os braços marylin paz e amor gogo boy alegria é a prova dos nove o sétimo selo dancing queen o povo unido jamais será vencido maracatu atômico tapinha nas costas serial killer queimar o soutien kill bill melodrama je t’aime moi non plus supercalifragilisticexpialidocious tocar fogo ao corpo querelle madonna she’s a maniac aperto de mão tom & jerry bruce lee i have a dream cazuza simone de beauvoir greve de fome rizoma super-homem john lennon rebelde sem causa bertold brecht satisfaction carla perez the show must go on o anjo azul maiakovski somewhere over the rainbow i’ve got to be a macho man scarlett o’hara i’ve got you under my skin venha para o mundo de malboro marta graham che hiroshima mon amour pelé heil! laban live long and prosper passear de mãos dadas on the road tico-tico no fubá she-ha my name is bond joão saldanha meu nome é gal rolando no chão wim embalos de sábado à noite nijinsky eu sei que eu sou bonita e gostosa queda e suspensão purple rain chupa-chupa magal psicose matinê arrastão forsythe bolero de ravel leila diniz ataque de pânico laranja mecânica doe a deer a female deer pin-ups sorrir rosas vogue só as cachorras as preparadas as popozudas o baile todo hang loose kate marrone mascar chicletes release it nunca houve mulher como gilda vietnã aurora king kong uma tigresa de unhas negras isadora cuspir no chão come on baby light my fire pina minha pele é de carnaval jules e jim meu coração é igual


domingo, 14 de agosto de 2011

Aula com Claudia Damasio (olhar/função/experiencia)

Dia 10/08 tivemos aula de análise do movimento com Claudia Damasio, e vou apontar algumas impressões que apareceram com mais força pra mim.


- Pensar com os olhos: falamos muito sobre o olhar, seu papel, sua função. Notamos que acionamos um olhar fixo, que sugeri "um fora, que é exato" e também um olhar mais interiorizado que passeia por dentro da cabeça parecendo estar pensando. Léo deu uma dica que pra não exigir sempre um olhar fixo (objetivo) é legal não ir até a imagem e sim trazê-la, o que me lembrou o trabalho de Viewpoints que experimentamos com Denise Stutz.


- Funcionalidade como experiência: quando atarefamos alguma parte do corpo é bem diferente de apenas mover, porque é na função do fazer que a experiência, de fato, acontece. Aqui há uma problematização do corpo com o espaço, com o olhar, e a percepção pode ser modificada. Prestei atenção quando a Claudia sugeriu que trabalhássemos a partir da cabeça, observei que no apenas mover a cabeça acionamos o mesmo lugar sempre, que é o apenas mover pra todos os lados, já quando criamos uma função no fazer, construímos espaço e somos modelados por ele também.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Texto "Olhar Cego" - Lindon e Tony: 1ª parte


Lindon - Eu fiquei pensando depois do grupo de estudos a respeito sobre o olhar objetivo e o olhar subjetivo a partir do texto "Olhar cego". Relacionei esses olhares com o balé e o contact improvisation. O C.I é uma dança que puxa o olhar subjetivo. Através das sensações como o tato, dançamos com princípios como fluxo, contrapeso, ponto de contato, entre outros. Já no balé se trabalha passos com idéia de linhas que traz toda a idéia de perspectiva e de um ponto de vista, ou seja há um forte olhar objetivo. No balé há necessidade de uma análise espacial objetiva. Mas claro, sempre esses dois olhares estão dialogando o tempo inteiro. Pois com a ausência de um dos olhares, entraríamos no âmbito da patologia. Como podemos ver no documentário “Brain Story: The Mind's Eye”. (vale assistir todas as partes do documentário). Então a diferença está, não no “ter, ou não ter”, mas sim, em onde colocamos nossa atenção. Pensando assim, percebo que existem pessoas que tem uma olhar mais subjetivo e outras mais objetivo. Vejo o Thiago analisando o exercício para entender e fazer, e me vejo tentando entender fazendo. Me pergunto se talvez eu procurasse trabalhar mais objetivamente o movimento, não me ajudaria a criar novas sinapses como toda a experiência?

Tony - Japinha, também estou pensando muito a respeito desse olhar sub/obj. E no meio aula da Dani, tentei pensar fazendo sobre isso. E parece que, quando eu nomeava ou previa antes de executar algo, meu corpo se manifestava em objetivação, o tônus, a postura, o peso... E, talvez, ao contrário de ti eu precise olhar menos o "alvo", aproveitar mais das surpresas do jogo que das regras... É estranho, também, tomar uma distância da carroça que te leva. Claro que se você dar ênfase em outro lugar, o novo vem. Como diz o texto: " Ir a um terreno desconhecido, onde não se sabe mais, fundir-se no coletivo". Mais acho que eu, você, temos que observar o que o corpo está dizendo em certos momentos, se sabe o que ta fazendo ou se está em terreno desconhecido. E ainda, que desconhecido é esse? Como é estar nele sem chamá-lo pelo nome? "Nunca converse com estranhos e nem receba doce das mãos deles " já dizia mamãe, rsrsr. E agora? E agora José? E agora lindjon djon?

Lindon - A partir do momento que tu pensa se "está ou não está", você está fechando algum conceito, ou seja, o olhar objetivo está em ativa. A partir do momento que tu deixa de pensar, e passa a sentir, acredito que o olhar subjetivo fica mais evidente. "Não é pra pensar, é pra sentir" vem muito desse pensamento subjetivo. Só que ainda é um pensamento hierárquico...Pensar na predominância de um, seria uma regressão. O bacana, acredito eu, é estar ciente dessas duas possibilidades...Como Hubert Godard diz no texto:

"Para dar uma imagem, se tomarmos um prisma e enviarmos um raio luminoso sobre esse prisma, há dois raios: um que vai passar diretamente e outro que vai repartir-se pelo interior do prisma e que vai abrir um conjunto de cores. Os dois estão presentes ao mesmo tempo. É a mesma coisa para o olhar".

Sempre há a existência dos dois. Não é uma regressão exatamente porque temos consciência do trabalho dos dois olhares.